Governo peruano propõe derrogação de polêmicas leis entre indígenas

Lima, 17 jun (EFE).- O primeiro-ministro peruano, Yehude Simon, apresentou hoje perante o Congresso uma proposta para derrogar os decretos 1090 e 1064, considerados os mais polêmicos de uma série que motivou um grande protesto entre as comunidades amazônicas.

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"Entrego a nome do Governo esta proposta. Se há um preço a pagar, não interessa pagá-lo porque o Peru está acima de todos nós", disse Simon ao presidente do Congresso, o governista Javier Velásquez.

Após admitir erros de comunicação do Governo no conflito amazônico, Simon pediu aos congressistas de todos os partidos que aprovem a derrogação das leis, como pedem os indígenas.

Simon, que disse que apresentará sua renúncia ao presidente Alan García uma vez que se tranquilize o país, chegou ao Congresso junto aos ministros de Comércio Exterior, Mercedes Aráoz, e Ambiente, Antonio Brack, após uma sessão do conselho ministerial em que foi aprovada por unanimidade a proposta sobre os decretos.

Hoje será instalada uma comissão de trabalho para dialogar sobre o problema dos grupos da Amazônia peruana e a provável derrogação das demais normas.

Os decretos 1090 e 1064 regulam o uso e exploração dos recursos hídricos e naturais da selva, incluindo gás, petróleo e madeira.

O líder indígena peruano Alberto Pizango partiu hoje de Lima em um voo comercial rumo à Nicarágua, país que lhe deu asilo político o em 9 de junho passado após os violentos confrontos que deixaram 34 mortos no Peru.

O ex-presidente da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Floresta Peruana (Aidesep) recebeu ontem o salvo-conduto da Chancelaria que lhe permitiu deixar o país nesta quarta-feira. EFE watt/rr

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