Governo peruano pede apoio de Forças Armadas para conter protesto

Lima, 7 jul (EFE) - Os organizadores da greve nacional desta quarta-feira criticaram hoje a decisão governamental de pedir apoio às Forças Armadas para garantir a segurança no país, ao qualificá-la como um excesso e uma provocação. O vice-presidente da Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP), Olmedo Auris, disse ao site do jornal El Comercio que o Governo de Alan García quer provocar o povo e os trabalhadores com a decisão, levando em conta que há decretos legislativos que amparam o Exército e a Polícia para poder atirar. O Governo pretende fazer ver que nós vamos transformar essa data (9 de julho) em uma atividade incontrolável, o que não é verdade, criticou Auris. Sindicatos e organizações sociais convocaram uma greve nacional para quarta-feira em protesto contra a política econômica do Governo de García, frente à alta do custo da vida, em defesa do campo e para denunciar a crescente criminalização dos atos sociais por parte do Executivo. O dirigente sindical assegurou que da parte dos manifestantes não haverá qualquer ato de violência. Por sua vez, a Associação Pró-Direitos Humanos (Aprodeh) rejeitou a autorização para a intervenção das Forças Armadas durante a greve Nacional, porque se baseia em uma norma usada só para casos de estado de emergência. O ministro da Defesa, Antero Flores Aráoz, esclareceu hoje à Radio Programas del Perú (RPP) que as Forças Armadas só atuarão como apoio para a Polícia Nacional, mas não farã...

EFE |

Flores Aráoz informou que as Forças Armadas reforçarão a segurança nos centros geradores de energia elétrica, de provisão de água potável, nos aeroportos e nos portos.

A convocação de paralisação não teve uma recepção unânime entre os sindicatos de trabalhadores, pois a Federação de Motoristas do Peru, liderada por David Quintana, afirmou que os filiados trabalharão normalmente, porque, em sua opinião, "as interrupções não resolvem os problemas" do país.

Da mesma forma, os mineradores trabalharão normalmente, depois que, no fim de semana, suspenderam a greve indefinida por uma modificação na distribuição dos royalties. EFE mmr/db

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