Governo peruano libera líder indígena a deixar país

LIMA - O Governo peruano deu hoje ao líder indígena Alberto Pizango liberdade para sair do país e viajar para Nicarágua, que já lhe concedeu asilo político, informou a Chancelaria do Peru.

EFE |

"O Governo do Peru deu salvo-conduto ao senhor Segundo Alberto Pizango, ex-presidente da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Floresta Peruana (AIDESEP), que se encontra asilado na embaixada da Nicarágua", diz uma breve nota oficial da Chancelaria.

Pizango se refugiou na Embaixada da Nicarágua em Lima em 8 de junho e solicitou asilo depois que fosse responsabilizado pelos violentos distúrbios ocorridos em 5 de junho na província de Bagua, que deixaram 34 pessoas mortas.

Líder de um grande protesto amazônico iniciado há dois meses contra decretos que os indígenas consideram lesivos a seus direitos sobre a terra e o meio ambiente, Pizango é, junto a outros quatro dirigentes, acusado dos delitos de motim, sedição e apologia ao crime contra o Estado, segundo fontes judiciais.

A Promotoria responsabiliza Pizango e os quatro líderes indígenas devido à chamada que fizeram para que não reconhecessem a autoridade do presidente Alan García, em meio a protestos das comunidades amazônicas.

Hoje, o Partido Aprista Peruano e grupos de trabalhadores marcharam pelo centro de Lima em apoio ao Governo de Alan García.

A mobilização partiu pacificamente do distrito de Breña rumo ao Congresso da República no centro histórico, acompanhada pela Polícia.

Nesta segunda-feira, o Executivo recuou e aceitou pedir ao Congresso a derrogação dos decretos 1090 e 1964, os mais questionados pelos indígenas.

Os decretos 1090 e 1064 regulam o uso e a exploração dos recursos hídricos e naturais da selva, e para os indígenas transgridem seu direito à consulta segundo acordos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), um pacto que foi assinado pelo Peru.

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