Governo peruano destitui questionado ministro da Justiça

Lima, 16 mar (EFE).- O Governo do Peru destituiu hoje o questionado ministro da Justiça, Aurelio Pastor, envolvido em um escândalo por defender o indulto dado ao empresário José Enrique Crousillat, que teve tal benefício cancelado no sábado.

EFE |

Segundo uma resolução suprema entregue pelo Palácio de Governo, a nomeação de Pastor, feita em 11 de julho, ficou sem efeito a partir de hoje.

Pastor, do governista Partido Aprista Peruano (PAP), acusou hoje o grupo jornalístico "El Comercio" de atentar contra a democracia do país ao sugerir sua renúncia.

O "El Comercio" pediu na semana passada que Pastor renunciasse depois que o ministro solicitou que o Congresso averiguasse o processo de transferência do canal "América Televisión", que tem em seu conjunto de acionistas o grupo editorial.

Pastor tinha dito que renunciaria ao cargo se o Governo anulasse o indulto dado a Crousillat, o que efetivamente ocorreu no sábado passado por aparentes irregularidades. O ministro, porém, se negou a deixar o cargo.

Crousillat, por sua vez, apresentou uma série de recursos legais para recuperar a administração do canal, perdida pela condenação de corrupção por receber dinheiro do ex-assessor presidencial Vladimiro Montesinos, em 2000, para apoiar a reeleição de Alberto Fujimori.

O empresário, de 77 anos, conseguiu ser indultado em dezembro passado por se dizer vítima de uma doença terminal, mas nas últimas semanas foi visto passeando pelas praias e em restaurantes de luxo.

O presidente peruano, Alan García, avaliou na segunda-feira passada, junto a seu gabinete, a situação de Pastor, em uma sessão ministerial extraordinária, mas disse que esperaria até hoje para receber um relatório da comissão política de seu partido. EFE mmr/rr

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