Governo peruano apresenta peças arqueológicas devolvidas

Lima, 16 jun (EFE).- Governo peruano apresentou hoje em Lima três lotes com mais de 100 peças arqueológicas que pertenciam ao país e foram recuperadas recentemente em Berlim e Hamburgo, na Alemanha, e em Houston, nos Estados Unidos.

EFE |

Entre os bens recuperados estão peças têxteis, cerâmicas e metais. Elas são originárias de diversas culturas peruanas, desde a Paracas, do século I, até a Inca, do século XVI.

Durante a apresentação, o ministro de Assuntos Exteriores peruano, José Antonio García Belaunde, qualificou as peças como "símbolos da identidade dos peruanos" e afirmou que as políticas de proteção do patrimônio são um elemento fundamental na ação cultural de seu Governo.

A diretora do Instituto Nacional de Cultura (INC), Cecilia Bákula, tem a mesma opinião e afirmou que as circunstâncias particulares na qual foram recuperadas estas peças fizeram da cerimônia de apresentação "uma festa da cultura".

O lote vindo dos EUA, composto por 29 peças têxteis, um crucifixo de metal e um Cristo de gesso, estava sob propriedade da alfândega americana e foi entregue posteriormente ao Consulado Geral do Peru em Houston.

Sobre os que vieram da Alemanha, entregues voluntariamente por seus proprietários, Bákula afirmou que "a política agressiva e sólida" realizada pelo Peru em defesa de seu patrimônio cultural é o que levou estes cidadãos europeus a "se desprenderem daquilo que tiveram por muitos anos".

Cecilia Bákula anunciou ainda que as peças recuperadas farão parte da exposição permanente do Museu da Nação, situado na capital do país, para que quem as devolveu tenha certeza de que "serão cuidadas da melhor maneira e preservadas para gerações futuras".

Após a apresentação, a diretora anunciou que o INC espera a confirmação da Universidade de Yale de uma data para uma reunião na qual se tratará da devolução de mais de 40 mil peças procedentes de Machu Picchu que a instituição americana tem em seu poder há quase um século.

O Governo peruano quer a devolução total das peças, enquanto Yale pretende entregar apenas 384 em dois anos, para que sejam exibidas em um museu que deve ser construído em Cuzco sob diretrizes da instituição americana. EFE fcg/rb/rr

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