LIMA - O primeiro-ministro do Peru, Yehude Simon, acusou na segunda-feira setores radicais de promoverem os recentes protestos contra o governo e advertiu que o Estado não será fraco na hora de estabelecer a ordem.

Após violentos protestos no norte do Peru, que deixaram mortos no início de junho 34 pessoas, entre policiais e nativos amazônicos, alguns focos de manifestações contra o governo do presidente Alan García ainda se mantêm no centro e no sul andino, com bloqueios e marchas de milhares de pessoas.

Os nativos conseguiram na semana passada, após dois meses de protestos, que o governo derrubasse duas leis que, segundo eles, afetavam seus territórios, ricos em recursos naturais.

"Não ameacem muito. Não vão pensar que este é um Estado fraco ou um governo fraco, a situação dos amazônicos não tem nada a ver com o que estão fazendo esses grupos", disse Simon a jornalistas.

Um pequeno aeroporto na cidade de Andahuaylas permanece fechado há quase duas semanas, depois que campesinos invadiram a pista de pouso exigindo a solução de problemas regionais e pedindo mais atenção do Estado.

Em Cuzco, cerca de 600 quilômetros a sudeste de Lima, centenas de manifestantes marcharam pela cidade e ameaçaram invadir as instalações do aeroporto da região, uma das mais importantes do país em razão dos atrativos turísticos, como as ruínas incas de Machu Picchu.

No fim de semana, na localidade de Canchis, em Cuzco, moradores queimaram um pequeno posto da alfândega. Os manifestantes pedem a revogação de uma lei sobre recursos hídricos, que, segundo eles, permite a privatização da água.

Simon afirmou que os protestos são promovidos por setores radicais que buscam destruir a democracia. "Essa gente está incendiando a pradaria", acrescentou.

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