Israel emitiu um aviso urgente nesta terça-feira no qual pediu que seus cidadãos deixem imediatamente a Península do Sinai, no Egito. Segundo autoridades, há evidências concretas de que haverá sequestros de israelenses por parte de terroristas.


O aviso, divulgado pelo escritório antiterrorismo do primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, pediu que os familiares de israelenses que vivem no Sinais façam contato com o governo para informar sobre a situação dos moradores.

Segundo o general Nitzan Uriel, chefe do escritório antiterrorismo, cerca de 1.200 israelenses moram na Península do Sinai.

Cisjordânia

Nesta terça-feira, entrou em vigor um decreto do Exército israelense que pode afetar brasileiros que vivem na Cisjordânia . As novas normas ampliam os poderes dos comandantes militares na região para expulsar palestinos que não tenham os documentos necessários para permanecer na região.

Estima-se que entre 4 e 5 mil cidadãos brasileiros morem na Cisjordânia - muitos deles são mulheres brasileiras casadas com palestinos, que vivem há anos na Cisjordânia e podem ser enquadradas no novo decreto, correndo o risco de prisão e expulsão.

O Escritório de Representação do Brasil em Ramallah "está acompanhando muito de perto a questão do novo decreto", segundo disse à BBC Brasil sua chefe, a embaixadora Lígia Maria Scherer.

Segundo Scherer, um dos diplomatas brasileiros participou de uma reunião sobre o assunto com o Comissário Geral do Fatah para Relações Internacionais, Nabil Shaat. A própria chefe da representação brasileira deverá se reunir com o ministro de Negócios Estrangeiros da Autoridade Palestina, Ryad Malki, que convocou o corpo diplomático nos territórios palestinos para discutir o novo decreto.

Com AP e BBC

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