Governo paquistanês recorre de libertação de líder islamita

Islamabad, 6 jul (EFE).- As autoridades paquistanesas apresentaram hoje dois recursos à Suprema Corte do país pedindo a revisão da decisão de um tribunal provincial de libertar o clérigo islamita Hafiz Mohammed Said, líder de uma organização acusada pela Índia de estar por trás do massacre terrorista de Mumbai.

EFE |

"Tanto o Governo federal, quanto o da província de Punjab (leste), apresentaram recursos" contra a ordem de libertação do líder da entidade proibida Jamaat-ud-Dawa (JuD), disse hoje à agência Efe o porta-voz do Supremo, Shahid Hussain.

Hussain explicou que a corte rejeitou inicialmente os recursos devido a "objeções técnicas", mas as autoridades poderão revisá-los e apresentá-los de novo.

No início de junho, o Superior Tribunal de Lahore ordenou a libertação de Said, que tinha ficado seis meses sob prisão domiciliar, por falta de provas.

O clérigo foi detido em dezembro de 2008 durante uma batida das forças de segurança paquistanesas contra escritórios e centros do JuD, pouco depois de o grupo ter sido incluído na lista de organizações terroristas da ONU e proibido pelo Governo Paquistanês.

"Não há nenhuma prova contra Said", assegurou hoje à Efe seu porta-voz, Khalid Walid.

Sua libertação deixou o Governo indiano em alerta, que acusa o JuD de ser a face "benéfica" e educativa do grupo islamita caxemiriano Lashkar-e-Toiba (LeT), com base no Paquistão, fundado pelo mesmo Said.

O Governo paquistanês reconheceu que um comando terrorista do LeT perpetrou o atentado de Mumbai ocorrido no final do novembro de 2008.

Segundo o tribunal especial que está julgando o caso do atentado, 166 pessoas morreram no ataque, embora a Polícia e as autoridades tenham divulgado um número maior de vítimas - 179 - no Parlamento.

EFE igb/bba

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