Governo paquistanês recorre de decisão que torna Sharif inelegível

Nova Délhi, 19 mar (EFE).- O Governo paquistanês recorreu hoje na Corte Suprema do país da sentença que proíbe o líder opositor Nawaz Sharif de ocupar uma cadeira no Parlamento nacional, informou uma fonte judicial.

EFE |

Segundo o canal de televisão local "Dawn", o procurador-geral do Estado paquistanês, Latif Khosa, explicou à imprensa que o Governo apresentou quatro recursos para que a Corte "revise" a ordem judicial que declara Nawaz Sharif e seu irmão Shahbaz "inelegíveis" como deputados.

Khosa disse ter pedido à Corte para que comece a analisar do processo "a partir de amanhã ou, senão, o mais rápido possível".

No dia 25 de fevereiro, a Corte Suprema ratificou uma sentença emitida por uma corte provincial em 2008 que negava a possibilidade de Sharif, líder da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), ser deputado, por ter sido condenado por crimes de corrupção e outros delitos.

Sharif - que se apressou em acusar o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, de ter motivado a sentença - liderou pouco depois uma grande passeata da oposição junto aos advogados do país que exigiam a restauração dos membros do alto escalão do Judiciário expulsos pelo ex-general Pervez Musharraf em 2007.

O clima de agitação levou o Governo a ceder às pressões e a ordenar a reabilitação do chefe do Supremo, o polêmico Iftikhar Chaudhry, além de se comprometer a apelar perante o Alto Tribunal de sua sentença contra os irmãos Sharif.

Depois do fim da crise, o primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, insistiu em lançar mensagens conciliadoras à oposição, liderada pela PML-N, antiga parceira de coalizão do Partido Popular do Paquistão (PPP), de Asif Ali Zardari. EFE amp/bba/an

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