Islamabad, 3 nov (EFE) - O Governo paquistanês, liderado pelo Partido Popular do Paquistão (PPP), ampliou hoje seu Gabinete com 22 novos ministros, entre eles Amin Fahim, um antigo líder da legenda que até agora tinha ficado à margem do Executivo.

Fahim, que liderou o PPP no país durante o exílio da ex-chefe de Governo Benazir Bhutto, foi nomeado vice-primeiro-ministro, segundo explicou à Agência Efe uma fonte governamental.

"É o posto do Executivo mais importante que existe no Paquistão" após o do chefe de Governo, Yousaf Raza Gillani, afirmou a fonte.

Após as eleições legislativas de fevereiro, Fahim era o nome mais cotado na imprensa paquistanesa para o cargo de primeiro-ministro, mas isso não aconteceu e, desde então, o dirigente expressou suas divergências com o viúvo de Bhutto e atual presidente, Asif Ali Zardari.

O chefe de Estado presidiu hoje a cerimônia de posse dos 22 novos ministros e 18 vice-ministros, que ocorreu no palácio presidencial em Islamabad e foi retransmitida ao vivo pela televisão estatal.

Fontes oficiais e políticas consultadas pela Efe afirmam que a maioria dos postos foi atribuída a membros do PPP, apesar de um aliado minoritário da coalizão governamental, assim como outros dois partidos que ainda não faziam parte dela, terem recebido pastas ministeriais.

Com a ampliação de hoje, o Governo paquistanês já tem 35 ministros, dois conselheiros governamentais e 18 vice-ministros, a maioria deles do PPP.

O partido de Bhutto pretendia fazer esta ampliação há vários meses, mas acabou adiando a decisão por causa dos contínuos atentados e da instabilidade política, assim como pelas diferenças com os aliados da coalizão. EFE igb/db

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