Washington, 13 jan (EFE).- A ex-primeira dama Hillary Clinton, que deve assumir a Secretaria de Estado no mandato de Barack Obama, disse que o próximo Governo americano tentará uma nova e talvez diferente estratégia com o Irã, porque as tentativas realizadas até agora não funcionaram.

Hillary afirmou durante audiência no Senado que essa nova estratégia incluiria a possibilidade de os Estados Unidos terem uma presença diplomática no Irã.

"Esses são assuntos que fazem parte da revisão das políticas que realizamos", explicou a senadora por Nova York diante da insistência dos membros do Comitê de Assuntos Exteriores do Senado em perguntas sobre o Irã.

Hillary disse ainda que, em relação ao país dos aiatolás, todas as opções estão sobre a mesa, em uma aparente referência ao possível uso da força militar.

O atual Governo americano e seus aliados impulsionaram a aprovação de várias sanções contra o Irã nas Nações Unidas, a fim de dissuadir o país de seu suposto programa de armas nucleares.

Hillary indicou que o Governo Obama perseguirá uma linha de atuação similar.

"Faremos o possível para agir através da diplomacia, mediante o uso de sanções, mediante a criação de melhores coalizões com os países que acreditamos que também têm um grande interesse em impedir que o Irã se transforme em uma potência militar", assegurou.

A senadora por Nova York indicou que os Estados Unidos vão consultar seus aliados antes de adotar medidas concretas com relação ao Irã, como o estabelecimento de relações diplomáticas diretas com o país.

Nesse contexto, afirmou que o Governo Obama tentará impulsionar uma colaboração com o Irã que renda frutos.

Hillary afirmou que os membros da próxima Administração observam com "grande preocupação" o papel atual do Irã no mundo.

A senadora se referiu ao suposto respaldo de Teerã a atividades terroristas, sua "contínua interferência em outros Governos e sua busca por armas nucleares". EFE tb/mh

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