Governo não tem indícios de atentado contra ministro do Interior

México, 5 nov (EFE).- O Governo do México afirmou hoje que, pelo menos por enquanto, não tem como afirmar que tenha sido um atentado a tragédia aérea que matou ontem o ministro do Interior, Juan Camilo Mouriño, e pelo menos mais 12 pessoas na Cidade do México.

EFE |

"Até o momento não encontramos indícios que permitam formular hipóteses diferentes às de um acidente", disse em entrevista coletiva o ministro de Comunicações e Transportes, Luis Téllez, sobre a tragédia, que ainda deixou 13 feridos.

Segundo Téllez, "das transcrições iniciais se deduz que a operação se realizava normalmente dentro dos parâmetros estabelecidos para a aproximação e a aterrissagem".

Além disso, "as condições meteorológicas eram boas" e "não existiu nenhuma ligação de emergência por parte do piloto", que também não se comunicou antes do choque com nenhum parente, como questionou uma jornalista na coletiva.

"Até agora o que se tem é que o avião caiu em terra e em terra se deu a explosão", acrescentou.

Além de Mouriño, morreram seu assessor para temas de segurança, José Luis Vasconcelos, a diretora de Informação da Secretária de Governo (Ministério do Interior), Norma Diez, o porta-voz da instituição, Miguel Monterrubio, e o coordenador dessa pasta, Arcadio Echeverría.

Também morreram o piloto Martín Jesús de Oliva, o co-piloto Álvaro Sánchez, o capitão Julio César Ramírez e a tripulante Gisel Carrillo.

Por sua vez, o fiscal do Distrito Federal, Miguel Ángel Mancera, disse hoje que no necrotério há 13 cadáveres, quatro dos quais são de cidadãos que aparentemente se encontravam na rua quando caiu o avião.

Segundo Mancera, nos hospitais da capital do país há 13 feridos, quatro deles graves, e todos apresentam queimaduras entre "40% e 70% de seus corpos".

Téllez explicou que a aeronave, um modelo Lear Jet 45 de 1998 e com matricula XCVMC, foi de manhã a San LuisPotosí, estado central do país, onde Mouriño participou de um ato oficial, e voltou normalmente à Cidade do México pela tarde.

Em sua rota de aterrissagem no aeroporto da capital, o avião foi antecedido por um Boeing 367 procedente de Buenos Aires e seguida por um Foker 100 proveniente de Oaxaca, no sul do México, que chegaram normalmente a seus destinos.

Às 18h46 locais (21h46 de Brasília), quando aconteceu a última comunicação, todos os parâmetros da operação estavam "dentro da norma estabelecida".

"Em nenhum momento se teve mensagem do piloto notificando problema algum com a aeronave", reiterou Téllez.

O Ministério de Comunicações e Transportes anunciou que ele próprio a Procuradoria-Geral investigam as hipóteses, cujos "resultados não serão imediatos e podem tomar dias, e até semanas, para se conhecerem".

Com essa tarefa, colaboram peritos de instituições aéreas dos Estados Unidos e do Reino Unido. EFE ea-rac/jp

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