Governo Morales adia diálogo até após último referendo autônomo

La Paz, 8 jun (EFE).- O Governo de Evo Morales adiou até o dia 23 de junho o reinício do diálogo para solucionar a crise política da Bolívia, um dia após a realização do referendo autônomo da região petrolífera de Tarija, o último dos quatro previstos no país.

EFE |

O diálogo, que não conta com a participação do opositor Poder Democrático e Social (Podemos), nem com os líderes das regiões autonomistas do país, devia continuar amanhã, mas finalmente foi adiado por duas semanas, confirmou hoje à Agência Efe o chefe dos senadores do Movimento ao Socialismo (MAS), Félix Rojas.

Apesar destas ausências, a mesa de negociações reúne o MAS, três partidos opositores minoritários e líderes regionais do oficialismo, sob a mediação da Igreja Católica, de delegados de Colômbia, Argentina e Brasil e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Segundo Rojas, a decisão de adiar as conversas acontece pelo fato de a comissão técnica encarregada de compatibilizar o projeto constitucional do MAS e os estatutos autônomos não ter encerrado seu trabalho e ter pedido mais tempo para fazer isto.

Após afirmar que esta foi a razão para dar um prazo adicional de trabalho, o legislador esclareceu que o calendário do diálogo não está subordinado aos resultados do referendo autônomo de Tarija, processo que o Governo desconhece, da mesma forma que os de Santa Cruz, Beni e Pando.

"Este prazo não surgiu subordinado ao referendo de Tarija. Foram as circunstâncias que fizeram com que as datas coincidissem", declarou. EFE ja/fal

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