Governo Micheletti volta a acusar intromissão do Brasil em Honduras

TEGUCIGALPA - O governo de Honduras voltou a afirmar que o Brasil se intromete em assuntos internos do país e será responsável por eventuais incidentes violentos em sua embaixada em Tegucigalpa, onde desde a segunda-feira o presidente deposto Manuel Zelaya está instalado.

EFE |

A Chancelaria do regime golpista, presidido por Roberto Micheletti, diz em comunicado que o governo brasileiro é responsável "pela vida e segurança do senhor Zelaya e pelos danos à integridade física das pessoas e a propriedades".

"A presença do senhor Zelaya na missão do Brasil em Tegucigalpa (é) um ato promovido e consentido pelo governo do Brasil", assegura.

Para o governo Micheletti, os problemas seriam consequência de transformar a embaixada "em uma plataforma de propaganda política e concentração de pessoas armadas que ameaçam a paz e a ordem pública interna de Honduras".

A Chancelaria ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Celso Amorim já explicaram que não sabiam da ida de Zelaya para a embaixada, mas que isso teria sido desmentido pelo próprio líder deposto.

"Ontem (Zelaya) declarou dos escritórios do Brasil em Tegucigalpa que 'foi uma decisão pessoal e foi consultada com o presidente Lula e com o chanceler Amorim'", afirma o comunicado, que frisa ser "evidente a intromissão do governo Lula nos assuntos internos de Honduras".

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