Governo malaio informa que 3 muçulmanas foram chicoteadas por infidelidade

Kuala Lumpur, 18 fev (EFE).- O Governo malaio anunciou que três mulheres muçulmanas acusadas de manter relações sexuais fora do casamento foram castigadas com chicotadas, informou a imprensa local.

EFE |

O ministro do Interior, Hishammuddin Hussein afirmou que as três condenadas, que receberam as chicotadas no último dia 9 de fevereiro em uma prisão, eram as primeiras mulheres em receber estes castigos sob a sharia, a lei islâmica que se aplica à população muçulmana.

Hussein indicou que duas das mulheres, cujas identidades não foram reveladas, receberam seis chicotadas, enquanto a terceira foi castigada com quatro golpes com uma vara e assegurou que nenhuma sofreu cortes nem feridas.

O inesperado anúncio do Governo reaqueceu o debate no país por uma condenação similar imposta a Kartika Sari Dewi Sukarno, uma modelo muçulmana de 32 anos, condenada por beber cerveja, e cujo castigo ainda não foi cumprido.

Hussein afirmou que a condenação das três mulheres foi anunciada pela grande repercussão do caso da modelo, para desqualificar os argumentos dos que diziam que ela não podia ser condenada às chicotadas porque nenhuma mulher tinha sido antes.

Os castigos na Malásia são realizados por agentes prisionais com um chicote de fibra de palmeira umedecido, com um metro de comprimento. EFE mal/fm

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