Governo libanês revoga medidas contra Hezbollah

O governo libanês anunciou nesta quarta-feira que revoga as medidas contra o grupo islamita Hezbollah, responsáveis pelos piores confrontos vividos no país desde o fim da guerra civil, em 1990.

AFP |

"Para facilitar as negociações da delegação da Liga Árabe e preservar a unidade nacional e a segurança dos cidadãos, o governo decidiu aceitar a decisão do exército" em relação ao Hezbollah, disse o ministro da Informação, Ghazi Aridi, ao final de uma reunião do executivo.

Semana passada, o governo libanês anunciou que ia investigar a rede de telecomunicações do Hezbollah e que afastava de seu posto de trabalho o chefe de segurança do aeroporto de Beirute por suspeitar que estivesse vinculado ao grupo xiita libanês.

O líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah, havia considerado essas medidas uma declaração de guerra. Os combates que se seguiram entre partidários do governo e da oposição deixaram pelo menos 65 mortos e 200 feridos.

Os cofrontos chegaram ao fim quando o governo aprovou a intervenção do exército.

Após dois dias de combates, o exército chegou a congelar no dia 10 de maio as medidas tomadas pelo governo e os homens armados se retiraram das ruas.

O anúncio de hoje do governo de Beirute coincide com a presença no Líbano de missão mediadora da Liga Árabe.

Muitos tiros disparados para o ar, em sinal de alegria, foram ouvidos há pouco em Beirute, em seguida à decisão do governo de anular as medidas tomadas contra o Hezbollah, constatou a AFP.

Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU debateu a situação no Líbano decidindo esperar o resultado da mediação da Liga Árabe antes de tomar uma decisão, segundo fontes diplomáticas.

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