Governo libanês anula decisões contra Hisbolá que iniciaram crise

Beirute, 14 mai (EFE) - O Governo libanês anulou hoje as decisões adotadas contra o Hisbolá, consideradas por este grupo xiita como uma declaração de guerra, e que detonaram os combates entre partidários da oposição e da maioria parlamentar que, em seis dias, deixaram 65 mortos e 200 feridos.

EFE |

"O Gabinete aceitou uma proposta do chefe do Exército e anulou essas decisões para facilitar as negociações da comissão da Liga Árabe e para preservar a união nacional e a segurança dos cidadãos", afirmou perante a imprensa o ministro da Informação, Ghazi Aridi.

Em 6 de maio, o Governo decidiu eliminar, por ser ilegal, a rede de telecomunicações instalada pelo Hisbolá e destituir o chefe da segurança do aeroporto, Wafic Choucair, próximo ao grupo islamita xiita, por supostamente fazer vista grossa ao que estava ocorrendo.

Aridi afirmou que a medida tomada pelo Executivo não constituía, em nenhum caso, um sinal de fraqueza, mas que era uma decisão sábia voltada a eliminar as tensões que reinavam no país.

"Não há vencedores, já que ambos os campos perderam após as hostilidades que afetaram a paz civil, a segurança, a estabilidade e a economia do Líbano", acrescentou.

Também disse que a decisão do Governo possibilitará a volta à normalidade e abriria a via ao diálogo nacional para que ambas as partes discutissem os problemas importantes em nível nacional.

Finalmente, pediu aos libaneses para ter consciência e perceber que todos eram responsáveis pela segurança do país.

A decisão do Governo libanês coincide com uma visita Líbano de uma comissão da Liga Árabe para tratar de encontrar uma saída à crise que atinge o Líbano há mais de uma semana.

Momentos depois do anúncio de Aridi, os partidários do Hisbolá e da oposição começaram a disparar ao ar em sinal de vitória. EFE ks/db

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