De acordo com pesquisas de boca-de-urna, o Partido Democrático do Japão (DPJ) de Kan conseguirá eleger apenas 47 parlamentares

O governo japonês saiu derrotado das eleições para a câmara alta do Parlamento neste domingo, em um resultado que pode complicar as ambições de reduzir a dívida pública do país e que ameaça o emprego do primeiro-ministro Naoto Kan.

De acordo com pesquisas de boca-de-urna, o Partido Democrático do Japão (DPJ) de Kan conseguirá eleger apenas 47 parlamentares e seu aliado, o pequeno Novo Partido do Povo, nenhum, o que significa que ambos perderão a maioria conjunta na casa.

Primeiro-ministro do Japão Naoto Kan deixa local de votação
AFP
Primeiro-ministro do Japão Naoto Kan deixa local de votação
As pesquisas mostram os democratas elegendo bem menos do que os 54 assentos desejados por Kan, um resultado que o deixa vulnerável a ataques até de dentro de seu próprio partido.

Contudo, segundo a rádio NHK, Kan disse a um parlamentar que vai ficar no cargo.

Os democratas, que dependiam de sua aliança com o Novo Partido do Povo para ter maioria na câmara alta, provavelmente manterão o poder por causa da maioria que têm na câmara baixa.

Mas eles terão de buscar novos aliados para controlar a outra casa, o que pode complicar as políticas em curso justo quando o Japão tenta fomentar o crescimento econômico e controlar uma dívida que já é quase o dobro do PIB.

"Kan perdeu as eleições porque defendeu um aumento do imposto sobre o consumo," disse Koichi Haji, economista-chefe do instituto de pesquisas NLI.

"O resultado é um tremendo revés para a reforma fiscal. Agora a questão é se Kan consegue continuar no poder ou não."

Os democratas chegaram ao poder no ano passado prometendo cortar gastos e incentivar o consumo pessoal para acelerar o crescimento econômico. A popularidade do partido, contudo, despencou porque a liderança do DPJ começou a ser vista como indecisa.

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