Governo italiano tirará impressões digitais de ciganos para criar censo

Roma, 25 jun (EFE) - O ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, anunciou hoje que serão tiradas as impressões digitais de todos os ciganos, inclusive os menores, para criar um censo das pessoas que vivem em assentamentos.

EFE |

A elaboração de um cadastro dos acampamentos ciganos é um dos poderes especiais que o Gabinete conservador do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, concedeu aos delegados de Governos das principais localidades, dentro das medidas anunciadas pelo Executivo para garantir a segurança dos cidadãos.

Maroni explicou que, para implementar esta medida, foi preciso abrir uma exceção à lei sobre segurança pública, que proíbe a retirada das impressões digitais de menores.

Segundo o ministro do Interior, a identificação servirá também "para reconstruir as relações familiares - às vezes, pouco claras - entre os ciganos" e "evitará a exploração dos menores para mendigar".

Roberto Maroni afirmou que estes censos não serão "uma lista étnica", mas serão usados como "garantia para a tutela de seus direitos e para dar melhores condições de vida aqueles que têm o direito de estar na Itália".

Ele explicou que as forças da ordem que irão aos acampamentos para realizar as identificações estarão acompanhadas de pessoas da Cruz Vermelha italiana e dos serviços sociais das Prefeituras.

Maroni citou o exemplo de Roma, onde antes do segundo semestre serão cadastrados os cerca de 50 assentamentos de ciganos existentes na capital e onde acredita-se que vivem 15 mil pessoas.

Na Itália, é obrigatória a retirada das impressões digitais de todos os imigrantes de países de fora da União Européia (UE) que peçam ou renovem a permissão de residência. EFE ccg/rb

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