Governo italiano quer evitar morte de Eluana com decreto urgente

O governo italiano tenta evitar com um decreto urgente a morte de Eluana, que está em coma há 17 anos, cuja família finalmente conseguiu autorização na justiça para desligar os aparelhos que a mantém viva.

AFP |

O decreto deve ser submetido na sexta-feira à aprovação do Conselho de Ministros, mas já gera grande polêmica dentro e fora do governo conservador de Silvio Berlusconi, pois suspende uma decisão adotada pela autoridade máxima do Poder Judiciário do país, após 10 anos de batalha legal.

A intenção do decreto é impedir que Eluana Englaro, de 37 anos, que está em estado de coma vegetativo desde 1992, tenha a alimentação artificial interrompida.

A possibilidade de atuar através de um decreto foi anunciada pelo próprio Berlusconi, que na véspera afirmou que seu governo "está se preparando para intervir".

O único artigo do decreto prevê que "a alimentação e a hidratação não podem ser suspensas quando a própria vida depende delas, e têm como objetivo psicológico aliviar o sofrimento de pessoas que não possuem a capacidade de decidir por si mesmas", segundo divulgado pela imprensa italiana.

Os advogados da família Englaro afirmam que o decreto é inconstitucional.

"O governo quer impor uma sonda alimentar a todos? Este gesto é de uma violência sem precedentes", declarou a advogada Franca Alessio, que representa os interesses de Eluana, que foi transferida na terça-feira pala a clínica La Quiete, em Udine (nordeste), onde os médicos aceitaram desligar seus aparelhos.

bur-kv/ap

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