Governo italiano propõe classes diferentes para alunos imigrantes

Roma, 15 out (EFE).- O Governo italiano estuda um sistema de acesso à escola específico para os alunos imigrantes, mediante um teste de ingresso, e classes diferentes, o que provocou hoje duras críticas da oposição que classifica a medida como discriminatória.

EFE |

A Câmara dos Deputados aprovou ontem uma emenda apresentada pela ultranacionalista Liga Norte, membro do Governo de Silvio Berlusconi, que obriga o Executivo a estudar medidas para "integrar melhor" os estrangeiros na escola italiana.

A emenda da Liga Norte, que precisa ser aprovada no Parlamento para virar lei, prevê que as crianças imigrantes entrem no colégio "após aprovação em um teste e provas específicas de avaliação".

Para aqueles que não aprovados, serão organizadas "classes ponte" para garantir a inserção do aluno no grupo correspondente.

Além disso, será proibida a inserção de alunos estrangeiros depois de 31 de dezembro, e as crianças imigrantes serão distribuídas nas salas de aula em proporção ao número de alunos italianos.

A Liga Norte afirma que com esta medida quer ajudar os jovens imigrantes a "se integrarem melhor" na escola e evitar que haja problemas de educação e atraso na aprendizagem dos alunos italianos.

No entanto, os partidos da oposição afirmaram que esta medida é totalmente discriminatória e que freia a integração dos imigrantes.

"É uma vergonha que um país como a Itália, ponte do Mediterrâneo, vote no Parlamento classes especiais para estudantes estrangeiros", declarou o responsável por políticas juvenis do Partido Democrata, Pina Picierno.

"É uma proposta reacionária porque dá a imagem de uma escola fechada, com medo da diversidade, e mina o sério trabalho de tantos colégios e professores que contribuíram com a integração", acrescentou Picierno. EFE ccg-cps/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG