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Governo italiano proíbe hospitais de desconectar mulher em coma

O governo italiano enviou, nesta terça-feira, uma determinação às administrações locais para que proíbam os hospitais públicos de cumprir uma sentença do Tribunal de Apelação, que permite deixar de alimentar artificialmente uma mulher que está em coma.

AFP |

"Acho que era meu dever emitir essa determinação, com o objetivo de que os estabelecimentos do sistema (público) de saúde respeitem o dever de garantir a todas as pessoas (...) o direito à nutrição e à hidratação", declarou o ministro de Saúde, Maurizio Sacconi, em entrevista coletiva.

O ministro advertiu que qualquer estabelecimento público de saúde que cortar a alimentação artificial de Eluana Englaro, uma mulher de 37 anos que se encontra em estado vegetativo desde 1992, irá "contra a lei".

Em 13 de novembro passado, o Tribunal de Cassação aceitou o pedido do pai de Eluana de deixar de alimentá-la artificialmente. Esse era o último obstáculo jurídico para cumprir o desejo da família da doente. O Vaticano protestou contra a decisão, alegando que se enviava "uma jovem à morte".

Na última sexta-feira, a região de Toscana (centro) se mostrou disposta a receber Eluana para "acompanhá-la" até a morte.

kd-ljm/tt

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