Governo italiano nega participação em suposto complô contra o Irã

Roma, 11 jun (EFE).- O Governo da Itália desmentiu hoje seu suposto envolvimento e o do serviço de inteligência militar italiano (Sismi) em um suposto complô lançado em 2001 para derrubar o regime do Irã em troca de gás e petróleo, caso a operação fosse bem-sucedida.

EFE |

O Executivo acrescentou que o "comportamento irrepreensível" do Governo e do Sismi "em tais circunstâncias está rigorosamente documentado e expressa a transparência democrática que sempre caracterizou a atuação" de ambas as instituições.

O Governo italiano, que, assim como hoje, na época era liderado por Silvio Berlusconi, divulgou um comunicado depois que o Ministério Público abriu uma investigação sobre o caso.

As diligências, segundo fontes citadas pela imprensa local, foram abertas pelo promotor adjunto, Franco Tonta, depois que o jornal "La Repubblica" publicou um relatório da comissão bicameral de controle do Parlamento americano sobre as atividades do serviço secreto italiano.

Segundo o jornal, o relatório americano indica que, entre 10 e 13 de dezembro de 2001, funcionários do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e líderes iranianos no exílio se reuniram em instalações do Sismi em Roma.

O plano para a derrubada do regime iraniano previa a instauração do caos no trânsito de Teerã, mediante uma série de bloqueios em pontos periféricos de acesso à cidade, além de outras "ações destrutivas". EFE jl/sc

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