Governo italiano endurece medidas contra chefões da máfia presos

Roma, 19 jul (EFE).- O ministro da Justiça italiano, Angelino Alfano, anunciou hoje, nos 16 anos do atentado da máfia que matou o juiz Paolo Borsellino e seus cinco seguranças, uma série de medidas para impedir a comunicação entre os chefes da máfia presos.

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Em Palermo, capital da Sicília, Alfano participou dos atos em memória do juiz antimáfia e de seus cinco seguranças, que foram assassinados em 19 de julho de 1992, em frente à casa da mãe do magistrado, com a detonação de um carro-bomba estacionado na rua pela Cosa Nostra.

"Hoje é um dia de dor, mas também de esperança. Hoje meu ministério publicou uma circular muito rígida sobre o 41 Bis, que impedirá qualquer comunicação entre os 'capos' (chefões) mafiosos presos", disse Alfano.

O regime 41 Bis, conhecido como "prisão dura", impede que os grandes chefes da máfia presos - como Salvatore "Toto" Riina e Bernardo Provenzano - tenham qualquer contato com o mundo exterior, para evitar que eles, como já tinha ocorrido, continuem administrando suas atividades ilegais a partir da prisão.

Com o novo "aperto", o Governo pretende impedir qualquer tipo de contato entre os "capos" da máfia.

Neste sábado, todos os líderes políticos expressaram sua solidariedade aos familiares de Borsellino e seu apoio à Polícia.

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, enviou uma mensagem à viúva do juiz morto há 16 anos, na qual definiu o magistrado como "exemplar" e expressou o "reconhecimento" de todo o país ao trabalho dele. EFE JL/bm/sc

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