Governo italiano de Mario Monti obtém voto de confiança da Câmara

Gabinete de novo premiê recebeu 556 votos de um total de 617 deputados presentes um dia após ter sido aprovado por Senado

iG São Paulo |

O governo de tecnocratas do novo primeiro-ministro italiano , Mario Monti, recebeu nesta sexta-feira o voto de confiança da Câmara dos Deputados, um dia depois de ter conquistado a vitória no Senado com 281 votos a favor e 25 contra.

AFP
Primeiro-ministro italiano, Mario Monti, fala ao telefone durante sessão na Câmara, na qual recebeu voto de confiança para seu gabinete
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O novo governo presidido pelo ex-comissário europeu, de 68 anos, que também acumula a chefia do Ministério da Economia e Finanças, recebeu na Câmara 556 votos de um total de 617 deputados presentes.

O economista está sob enorme pressão para estimular o crescimento e diminuir a sua gigantesca dívida pública - de 1,9 trilhão de euros (120% do PIB) -, não apenas para evitar que o país sucumba à crise, mas para impedir uma desintegração catastrófica da zona do euro. Ele formou seu gabinete, composto por líderes empresariais e outros especialistas, depois que o governo de centro-direita de Silvio Berlusconi caiu no sábado sob pressão dos mercados.

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Monti, apoiado por uma inédita e ampla maioria no Parlamento, conta também com o apoio da União Europeia e dos líderes da França e Alemanha. Em discurso na quinta-feira, Monti prometeu reformar a Itália para salvar o país da crise econômica e social.

Com a confiança do Parlamento, o governo de Monti, formado por 12 ministros, mais outros quatro sem pasta, todos técnicos, poderá começar a trabalhar se baseando nos três pilares anunciados pelo novo primeiro-ministro: rigor orçamentário, crescimento e justiça social.

Monti explicou que seu governo terá duas fases: primeiro, aprovar as medidas de emergência e, posteriormente, propor "iniciativas concretas para modernizar as estruturas econômicas e sociais para ampliar as oportunidades das empresas e dos cidadãos".

O novo premiê italiano terá de negociar cada lei que queira aprovar com um Parlamento muito heterogêneo que, no passado, já rejeitou medidas como as que o ex-comissário europeu pretende introduzir agora.

O partido de Berlusconi, Povo da Liberdade (PDL), já se mostrou totalmente contrário à aplicação de um imposto sobre o patrimônio imobiliário, assim como também porá obstáculos à reintrodução do Imposto sobre Bens Imobiliários, eliminado pelo governo anterior.

*Com EFE e AFP

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