Governo israelense está dividido sobre a Síria

As diferenças de opinião no seio do governo israelense sobre as negociações com a Síria se tornaram patentes neste domingo entre os ministros da Defesa, Ehud Barak, e de Relações Exteriores, Avigdor Liberman.

AFP |

Barak, líder do partido trabalhista, afirmou que as negociações com a Síria deveriam estar na ordem do dia do governo israelense.

"É do interesse de Israel normalizar as relações com a Síria uma vez que isso protege seus interesses vitais", acrescentou Barak a jornalistas antes do início do conselho semanal de ministros.

Sobre uma eventual retirada israelense dos Altos Golã, conquistados da Síria pelo Estado Hebreu em 1967, Barak se declarou favorável a um "enfoque aberto". "Devemos ser fortes e abertos e estarmos preparados para a paz se nossos interesses estiverem protegidos", acrescentou.

O ministro das Relações Exteriores, Avigdor Liberman, líder do partido ultradireitista Beitenu, afirmou no entanto sábado que Israel se negaria a negociar a paz com a Síria.

Já o chefe da diplomacia israelense foi menos categórico neste domingo à rádio pública. "Estou disposto a negociar a partir desta noite, se a Síria renunciar à toda condição prévia e a todo ultimato", afirmou.

Lieberman criticou os sérvios por exigirem como condição prévia que Israel aceite uma retirada do Golã, depois de o presidente sírio Bachar al Asad ter ameaçado recentemente recorrer à força para consegui-la.

rb-jlr/lm

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