Governo iraquiano pede por unanimidade emendas ao acordo de tropas com os EUA

O governo iraquiano pediu nesta terça-feira por unanimidade modificações ao projeto de acordo negociado há nove meses com os Estados Unidos, que prevê a retirada das tropas americanas do Iraque antes do fim de 2011, anunciou o porta-voz do governo.

AFP |

O Conselho de ministro se reuniu nesta terça-feira, durante quatro horas, para examinar a versão final do projeto, que pretende dar uma cobertura legal à presença militar americana no Iraque além de 31 de dezembro, data em que expira o mandato da ONU.

O acordo estabelece a retirada das tropas de combate americanas do Iraque para o fim de 2011 e inclui algumas concessões dos Estados Unidos para permitir que militares que tenham cometido crimes graves fora de serviço ou fora da base possam prestar contas à justiça.

No entanto, o acordo provocou um debate acalorado no Iraque, onde o clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr lidera os protestos contra o mesmo.


Iraquianos simpatizantes de Muqtada al-Sadr protestam contra o acordo / AP

A esse respeito, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Michael Mullen, advertiu o Iraque nesta terça-feira que o país se expõe a uma séria degradação de suas condições de segurança se não aprovar o acordo sobre a base legal da presença militar americana.

"Nós estamos claramente ficando sem tempo", disse o almirante Michael Mullen, em uma referência à aprovação do acordo sobre a base legal das tropas americanas no Iraque depois de 31 de dezembro de 2008.

Mullen disse que quando o mandato em vigor da ONU expirar no fim do ano, as forças de segurança iraquianas "não estarão preparadas para garantir a própria segurança. E neste caso existe um grande potencial de perdas de graves conseqüências".

Mullen acrescentou que o Irã está tentando sabotar a aprovação do "Acordo sobre o Status das Forças Militares" (SOFA, na sigla em inglês).

Mullen disse que o debate é algo saudável em uma democracia, mas que estava "crescentemente preocupado" com o que vê "em termos de retórica pública à medida que o debate avança no Iraque", porque os iraquianos não parecem reconhecer a seriedade da situação.

"Também está claro que os iranianos estão fazendo o possível para assegurar que o acordo não seja aprovado", concluiu.

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