Governo iraquiano adia censo populacional por diferenças políticas

Bagdá, 16 ago (EFE).- O Governo do Iraque anunciou hoje que foi adiado sem data um censo que estava previsto para outubro, e afirmou que a causa foram divergências políticas e temores de uma possível manipulação dos dados.

EFE |

"As diferenças políticas obstaculizaram este trabalho governamental e também muitos projetos importantes", afirmou o ministro do Planejamento, Ali Baban.

O funcionário fez as declarações aos jornalistas depois de se reunir com o líder máximo religioso xiita iraquiano, aiatolá Ali al-Sistani, na cidade de Najaf, ao sul de Bagdá.

Esta é a segunda vez que o censo no Iraque é adiado, já que inicialmente estava previsto em 2007.

"O Ministério do Planejamento estava pronto e disposto do ponto de vista técnico, mas após ouvir algumas preocupações, inquietações e reservas de legendas políticas (...), decidimos adiá-lo para outra data", acrescentou o ministro.

Baban, porém, não especificou a nova data que as autoridades estão pensando.

O ministro esclareceu que as preocupações partiram de grupos políticos da província de Kirkuk e de Ninawa, onde existem áreas disputadas por curdos, turcomanos e árabes.

O Iraque, um país de 30 milhões de habitantes, começou a elaborar seus censos, a cada dez anos, a partir do 1937, definindo a idade e a raça de cada habitante, entre outros dados.

O último censo foi feito em 1997, mas já nessa época não foram incluídas as províncias do Curdistão. EFE am/db

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