Governo interino de Honduras tenta aproximação com EUA

TEGUCIGALPA (Reuters) - Depois de desafiar os Estados Unidos e a comunidade internacional, o governo interino de Honduras tentou se aproximar nesta quinta-feira de Washington, no momento em que o maior sócio comercial de Honduras estuda novas sanções contra o país. No entanto, o governo interino se manteve firme em sua objeção a devolver o poder a Manuel Zelaya, deposto há dois meses após um golpe militar. A volta de Zelaya é exigida pelos Estados Unidos e por quase toda a comunidade internacional.

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Zelaya se reunirá nesta quinta-feira em Washington com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, enquanto o governo do presidente Barack Obama se prepara para decidir se suspende cerca de 150 milhões de dólares em assistência econômica como sanção pelo golpe.

"Nós fomos, somos, e continuaremos sendo amigos dos Estados Unidos. Temos grande admiração pelo governo do presidente Obama, mas ao mesmo tempo estamos firmes, determinados e mais fortalecidos do que nunca para defender nossa democracia e nossa liberdade", disse o presidente interino, Roberto Micheletti, em cadeia nacional.

Na semana passada, Micheletti havia desafiado a comunidade internacional, assegurando que o país preferiria sobreviver com um embargo econômico do que restituir Zelaya ao poder, e acrescentou que os Estados Unidos não podem impor nada a Honduras.

Os Estados Unidos são os maiores sócios comerciais de Honduras, que envia grande parte de suas exportações ao norte.

Até agora, Washington já suspendeu uma ajuda militar de cerca de 18 milhões de dólares e vistos diplomáticos.

(Reportagem de Gustavo Palencia)

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