Governo indiano eleva para 183 os mortos em ataques; 22 são estrangeiros

Mumbai (Índia), 29 nov (EFE).- Pelo menos 183 pessoas morreram, 22 delas estrangeiras, nos antentados cometidos por dez terroristas na cidade de Mumbai, capital financeira da Índia, afirmou hoje uma fonte do Governo central.

EFE |

No balanço estão inclusas as mortes de 20 membros das forças de segurança, dois deles do Exército, disse à agência de notícias "Ians" o secretário do Ministério do Interior, M.L. Kumawat.

Os números apresentados pelo Governo central, no entanto, são diferentes dos recém-divulgados pelo estado de Maharashtra, onde fica Mumbai.

Segundo as autoridades locais, os ataques teriam matado 162 pessoas, 18 delas estrangeiras, e deixado 239 feridos.

Há divergências também entre alguns números do Governo da Índia sobre os estrangeiros mortos e os apresentados pelas nações de algumas das vítimas.

De acordo com o Governo indiano, os estrangeiros que perderam a vida nos atentados são três alemães, três israelenses, dois canadenses, um americano, um britânico, um japonês, um australiano, um italiano, um chinês, um tailandês, um cingapuriano, um cidadão das ilhas Maurício e cinco que ainda não tiveram sua nacionalidade confirmada.

No entanto, segundo um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores de Israel, dos estrangeiros mortos em Mumbai, ao menos oito eram israelenses.

Aparentemente, seis desses israelenses foram assassinados enquanto eram mantidos reféns pelos terroristas no centro judaico de Nariman House.

Entre os mortos no centro judaico, alguns tinham tanto nacionalidade israelense quanto americana, como o rabino Gabriel Holtzberg, de 29 anos, e sua mulher, Rivka, de 28.

Todos os corpos encontrados no local - de três homens e de três mulheres - estavam com as mãos amarradas.

Além dos seis israelenses mortos no centro Nariman, outros dois perderam a vida em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Pouco antes de o Governo central da Índia apresentar seu balanço mais recente da tragédia, a agência indiana "Ians" tinha publicado que, em uma entrevista coletiva, o ministro de Interior de Maharashtra, R.R. Patil, havia afirmado que os terroristas pretendiam matar "5 mil pessoas" no ataque.

"Havia 10 terroristas no total. Nove foram mortos e um foi capturado vivo. Eles receberam instruções de fora do país por meio de telefones celulares via satélite", disse Patil.

"Já sabem de que país", acrescentou, em aparente referência ao Paquistão.

Segundo Patil, os terroristas entraram em Mumbai pelo mar, desembarcando na costa do bairro de Colaba, onde pegaram um táxi e aproveitaram para carregar suas armas.

"A Polícia recuperou duas bombas, cada uma de oito quilos, que estavam com os terroristas. Também apreendemos GPSs e telefones via satélite", disse.

Na mesma entrevista coletiva, o chefe de Governo de Maharashtra, Vilasrao Deshmukh, anunciou uma indenização de 2,5 milhões de rúpias (US$ 50 mil) e prometeu trabalho para cada família dos policiais mortos durante os confrontos com os terroristas.

"Pelo menos um membro da família de cada policial morto receberá um trabalho do Governo. As famílias terão permissão permanente para ficarem em casas oficiais. As famílias obterão o salário mensal que o agente receberia até que se aposentasse", disse Deshmukh.

Segundo Deshmukh, 150 corpos foram enviados para necropsia, dos quais 121 já foram liberados para as famílias.

O único terrorista detido, Ajmal Amin, teria revelado que pertence à organização terrorista Lashkar-e-Toiba, que luta pela independência da Caxemira e está implantada no Paquistão. EFE daa/wr/sc

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