Governo indiano anuncia medidas para combater terrorismo

Nova Délhi, 30 nov (EFE) - O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, anunciou hoje a ampliação da principal força antiterrorista do país e a criação futura de uma Agência Federal de Investigação (FIA) para coordenar a luta contra o terrorismo. Singh expôs estas medidas no início de uma reunião com líderes das forças políticas do país, aos quais pediu unidade perante a ameaça nacional do terrorismo após o massacre de Mumbai. Segundo o último cálculo oficial, 183 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas nos ataques terroristas a diferentes pontos da cidade de Mumbai, que começou na noite da quarta-feira e só terminou na manhã de sábado. O anúncio de Singh se deu após as fortes críticas de partidos políticos e meios de comunicação pela demora no envio a Mumbai dos membros da Guarda Nacional de Segurança de Índia (NSG), que combateram os terroristas que atacaram os hotéis Oberoi e Taj Mahal e o centro de estudos judeus Nariman House. A NSG tem sua sede em Nova Délhi, mas hoje Singh anunciou que outros quartéis serão abertos em quatro pontos diferentes do país e que haverá um aumento no número de soldados, segundo um comunicado oficial. Além disso, o primeiro-ministro anunciou o reforço da segurança aérea e marítima e a iniciada de medidas legislativas que permitam a criação de uma Agência Federal de Investigação. O Governo tinha descartado até agora a criação dessa agência federal, que diferentes partidos reivindicaram após os atentados sof...

EFE |

Dutt, defendeu hoje em entrevista coletiva a atuação de seus homens na operação contra o comando terrorista que atacou a cidade.

Dos 20 membros de forças de segurança mortos no assalto terrorista, dois são da NSG.

Dutt admitiu que a operação no Taj Mahal levou muito tempo, mas explicou que isso foi necessário para evitar a "perda de vidas inocentes" entre os hóspedes e o pessoal do hotel que se encontrava lá dentro, alguns como reféns.

O comando terrorista estava "bastante familiarizado" com os corredores do hotel, de estrutura complicada por ser bastante antigo, disse Dutt, que admitiu que seus homens ignoravam para onde cada um de seus aposentos conduzia.

"Nossa operação pretendia mantê-los na linha, evitar que se deslocassem a quartos ocupados por hóspedes, e por isso levou algum tempo", explicou.

Cerca de 30 pessoas morreram no Taj Mahal, mas Dutt comemorou o fato de nenhuma dessas mortes ter sido provocada por disparos de membros da NSG. EFE ja/ab/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG