Incidente provocou a morte de quatro pessoas e deixou centenas de feridos

Budapeste - O Governo da Hungria prometeu indenizações aos afetados pelo vazamento de resíduos tóxicos no sudoeste do país e indicou que reconstruirá a área devastada, informa hoje a imprensa local. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, fez essa declaração ao jornal "Nepszabadsag" e indicou que todas as forças necessárias foram mobilizadas para a situação.

Dessa forma, continuou Orbán, o Governo quer garantir que todos os atingidos voltem a ter um lar para o inverno, que inicia em dezembro no Hemisfério Norte. Um vazamento de resíduos tóxicos ocorrido na segunda-feira causou a morte de quatro pessoas e deixou feridos mais de uma centena de moradores de sete povoados, após a ruptura de um dique de uma fábrica de alumínio, despejando um material conhecido como "barro vermelho", uma substância química muito tóxica, corrosiva e alcalina.

O acidente motivou a declaração de estado de emergência nos condados de Veszprem, Gyor-Moson-Sopron e Vas. As aldeias de Kolontár e Devecser ficaram gravemente afetadas pela catástrofe e mais de 400 pessoas foram evacuadas. Segundo Orbán, tudo indica que o acidente não teve causas meteorológicas, mas que certamente decorreu de falha humana.

Ele prometeu investigações para esclarecer os detalhes do vazamento de 1 milhão de metros cúbicos da substância tóxica. Soldados, policiais, ambulâncias e voluntários iniciaram ontem as obras de reconstrução da região atingida. O secretário de Estado para o Meio Ambiente, Zoltán Illés, qualificou o ocorrido de "catástrofe ecológica".

As obras buscarão hoje, sobretudo, reconstruir a infraestrutura destruída e neutralizar a contaminação, que poderia chegar até o Danúbio e causar um desastre ainda maior. Por essas razões, os especialistas utilizam substâncias para neutralizar os tóxicos em vários pontos do rio Marcal, afluente do Danúbio.

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