Governo hondurenho libera viagem da família de Zelaya à Nicarágua

Tegucigalpa, 28 jul (EFE).- O Governo de Honduras permitiu hoje que os parentes do presidente deposto Manuel Zelaya viajem à Nicarágua, vários dias após permanecerem em uma reserva militar perto da fronteira.

EFE |

A mulher e a mãe de Zelaya, Xiomara Castro e Hortênsia Rosales, e outros parentes, viajaram da reserva para o posto fronteiriço de Las Manos em uma caravana de veículos após as 11h30 (12h, Brasília), segundo a Agência Efe comprovou na cidade de Danlí (leste).

O próprio Zelaya confirmou em Ocotal (Nicarágua), a uma rádio de Tegucigalpa, a viagem de sua família, que foi ratificada também à Efe por outras fontes na capital hondurenha.

Zelaya, que hoje completa um mês de ter sido expulso do país pelos militares, disse estar "feliz" com a possibilidade de nas próximas horas se reunir com a família.

A mulher de Zelaya rejeitou no sábado uma oferta do Governo Roberto Micheletti de um voo particular para que sua família fosse para onde quisesse.

A viagem da família do presidente deposto foi produto de uma decisão da Suprema Corte de Justiça, que ordenou à Polícia e aos militares que permitam que abandonem a reserva, explicou o presidente do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos em Honduras (Codeh, privado), Andrés Pavón.

"Foi por um recurso que apresentamos perante a Suprema Corte, que atuou dentro da lei", disse Pavón, membro do movimento que exige a restituição de Zelaya.

"Com 30 dias de resistência pacífica, enérgica contra este golpe, obtemos outra vitória e outra derrota para os golpistas", assinalou o presidente deposto.

A família de Zelaya estava desde a sexta-feira passada em uma reserva perto de Danlí, a cerca de 15 quilômetros da fronteira, da mesma forma que um grupo de seguidores do líder deposto, embora alguns já tenham se retirado por cansaço.

O porta-voz da Polícia Nacional, Orlin Cerrato, disse à Efe que "diminuiu bastante" a quantidade de pessoas reunidas na reserva e que as autoridades estão facilitando transporte aos que queiram voltar a seus locais de origem. EFE lam/db/rr

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