Governo hondurenho diz estar aberto a missão da OEA e espera imparcialidade

Tegucigalpa, 6 ago (EFE).- O novo Governo de Honduras disse hoje que está aberto a receber a missão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) que visitará o país e que espera que seja imparcial diante da crise política causada pelo golpe de Estado contra Manuel Zelaya.

EFE |

O novo ministro da Presidência hondurenha, Rafael Pineda, disse que o Governo do país confia em que o relatório da missão "reflita a verdade" e contribua para que a OEA reconsidere sua decisão "precipitada" de suspender Honduras da entidade.

"Esperamos dela (da missão) que venha em atitude imparcial, tolerante, aberta ao diálogo e ao entendimento", declarou Pineda à imprensa na sede do Executivo hondurenho.

O ministro, entretanto, enfatizou que a OEA "nos julgou e nos condenou sem nos ouvir e sem nos vencer em julgamento".

Pineda reiterou as críticas do Governo de Honduras ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, a quem acusa de não ter levado em conta os relatórios de autoridades e de outros setores com os quais se reuniu quando visitou o país em 3 de julho.

O ministro também diz que Insulza foi parcial em seu reporte, que levou à suspensão de Honduras da OEA.

"Esperamos que este cidadão (Insulza) tenha tido tempo de escutar as reivindicações e os protestos de diferentes cidadãos e organizações pela atitude que teve durante sua primeira viagem a Honduras", disse Pineda.

A OEA garantiu ontem que enviará "o mais rápido possível" sua missão - que ainda não foi formada - a Honduras para persuadir o Governo local a aceitar o Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, mediador do conflito.

Entre outros pontos, a proposta de Arias inclui a restituição condicionada de Zelaya, derrubado pelos militares em 28 de junho, quando o Parlamento designou Roberto Micheletti para seu posto.

O Governo de Micheletti, que até esse dia era presidente do Legislativo hondurenho, não é reconhecido pela comunidade internacional e rejeita o retorno de Zelaya.

Em 4 de julho, a OEA suspendeu Honduras da entidade por não reconduzir Zelaya ao posto, embora o Governo de Micheletti tenha anunciado no dia anterior que deixava o organismo. EFE lam/bba

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