Governo haitiano suspende entrada de mais aviões no país, dizem EUA

Washington, 14 jan (EFE).- O Governo do Haiti suspendeu hoje a entrada de mais aviões no país, já que não há pistas disponíveis para novas aterrissagens, disse a porta-voz da agência de aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), Laura Brown.

EFE |

Em declarações à imprensa, Brown afirmou que outro motivo que levou o Governo haitiano a impedir a entrada de voos em Porto Príncipe é a falta de combustível para o reabastecimento das aeronaves.

Por conta disso, a FAA parou de autorizar decolagens com destino ao país centro-americano. Novos voos só serão liberados quando houver pistas disponíveis.

A imprensa americana informou ainda que dez aviões civis e um militar sobrevoam o Haiti enquanto esperam para pousar.

Os primeiros voos com ajuda internacional às vítimas do terremoto de terça-feira começaram a chegar hoje no país.

O espaço aéreo foi aberto esta manhã para organizações humanitárias. Mas, devido às limitações nas infraestruturas do aeroporto, que sofreu graves danos durante o tremor, falta espaço para o pouso de aviões que tentam chegar à ilha para ajudar a população.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE elv/sc

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