Governo haitiano recebe mais alimentos do que pode distribuir

O governo haitiano recebeu mais alimentos do que pode armazenar e distribuir, afirmou nesta segunda-feira o responsável pela distribuição alimentícia, Michel Chancy, nomeado após o terremoto que atingiu o país no dia 12.

EFE |


"Em princípio temos comida suficiente. O problema é a recepção e o armazenamento", disse Chancy, que também é o ministro da Agricultura do Haiti. "Tudo chegou em desordem. Há muita comida e não temos um estoque preciso de tudo".

O ministro criticou o fato de que no domingo chegaram ao aeroporto de Porto Príncipe dois aviões (de países que não identificou), com sete toneladas de ajuda, que não tinham autorização de aterrissagem. Por isso, pediu aos eventuais doadores que respeitem as medidas de segurança.

AP
Haitianos pedem comida e água em frente a supermercado

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Em uma reunião de coordenação governamental, Chancy ressaltou outro dos grandes problemas que enfrenta para distribuir os alimentos recebidos: a insegurança. Segundo ele, é preciso garantir a proteção dos comboios de auxílio.

Apesar de todos esses problemas, ele ressaltou que neste domingo foram distribuídas 73 mil porções entre os desabrigados pelo terremoto - a quinta parte procedente do programa dominicano de ajuda aos afetados. Esse número deve aumentar para 135 mil porções.

A respeito do número de desabrigados, Chancy disse que seu governo ainda não tem um cálculo exato, mas trabalha com a estimativa de 300 mil famílias sem-teto (cerca de 1,5 milhão de pessoas) e outras tantas com suas moradias gravemente afetadas.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto. Além de Luiz Carlos da Costa, a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, também morreu no tremor.

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