Governo haitiano eleva para 120 mil os mortos pelo terremoto

Porto Príncipe, 24 jan (EFE).- O Ministério da Saúde haitiano contabilizou até agora 120 mil mortos por causa do terremoto de 12 de janeiro, disse hoje à Agência Efe o titular dessa pasta, Alex Larsen.

EFE |

"Devemos esperar, no entanto, um número final perto de 150 mil mortos", acrescentou o ministro, coincidindo com o número anunciado ontem pela ministra de Comunicação, Marie Laurence Lassec.

As autoridades haitianas cifraram os feridos em 193 mil. Destes, 6 mil já foram operados, disse Larsen durante uma visita ao Hospital da Paz, em Porto Príncipe, na companhia da diretora da Organização Pan-americana da Saúde (OPS), Mirta Roses.

O funcionário pediu a Roses que a OPS continue os ajudando "como sempre fez durante as epidemias, as catástrofes e as inundações".

Larsen afirmou que a primeira grande fase de emergência já passou e agora as principais carências são: água, alimentos, material ortopédico, anestesias e analgésicos.

"Agora precisamos de hospitais de campanha para os pacientes em pós-operatórios e para que possamos liberar os hospitais para que consigam retomar suas atividades habituais", assinalou em alusão a um dos principais problemas: a falta de moradia de muitos dos operados, o que faz prolongar a estadia nos hospitais.

O ministro revelou que a cooperação cubana se comprometeu em levantar um hospital de campanha, e incentivou organismos como a OPS e a Cruz Vermelha e os Estados Unidos a fazerem o mesmo.

Roses disse à Efe que Larsen pediu a OPS continuar com a coordenação da ajuda externa que chega para os serviços médicos.

"Pediu para que continuemos coordenando a ajuda, porque ajuda há muita, mas tem de ser trabalhada para dar resultado", sustentou.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE fjo/dm

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