Governo haitiano decide dialogar com ex-militares do país

Porto Príncipe, 30 jul (EFE).- O Governo haitiano começou hoje a negociar com os dois grupos de ex-militares que, desde ontem, ocupam dependências do extinto Exército do país em Cap-Haïtien (norte) e Ouanaminthe (nordeste), informou a imprensa local.

EFE |

O ministro do Interior haitiano, Paul Antoine Bien-Aime, enviou nesta quarta-feira uma delegação a Cap-Haïtien para conversar com os antigos militares - estimados em cem -, que ocupam um quartel do Exército atualmente ocupado pelo Instituto de Preservação do Patrimônio Nacional (Ispan).

O alto funcionário não fez nenhuma declaração à imprensa, mas o ex-sargento Milot Laguerre, que atua como comandante dos ex-militares, afirmou que o grupo tomou o prédio que era usado pelo Exército amparado pela "Constituição" do Haiti, que reconhece a existência das Forças Armadas.

Laguerre também afirmou que os antigos militares querem combater a insegurança e reivindicam salários atrasados. "Estou esperando minha pensão", disse.

Contingentes da Polícia e da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) tomaram posição perto do local ocupado pelos ex-militares em Cap-Haïtien.

Alguns dos ocupantes do antigo quartel-general estão armados, disse Alix Fils Aime, diretor da Comissão Nacional de Desarmamento, Desmantelamento e Reinserção (CNDDR).

O especialista afirmou que nem todos os que tomaram o antigo quartel de Cap-Haïtien são ex-militares e que a ocupação foi organizada para causar impacto junto à opinião pública.

Segundo a imprensa, um outro grupo de ex-militares haitianos ocupou edifícios públicos da localidade de Ouanaminthe, perto da fronteira com a República Dominicana. EFE gp/sc

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