TEGUCIGALPA - O governo Roberto Micheletti rejeitou neste sábado um acordo imediato para a restituição condicionada do líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

"Não vamos, por nenhum ponto, realizar nenhum acordo sem respeito a nossas instituições e sem respeito à Constituição da República", afirmou Vilma Morales, ex-presidente da Suprema Corte de Justiça e integrante da comissão de Micheletti no diálogo que acontece na Costa Rica.

EFE

Zelaya, presidente deposto de Honduras

Morales disse em conversa com uma emissora local que é preciso "ir discutindo ponto a ponto" e "é preciso analisar" tudo o que a proposta de Arias significa.

"Há diversos temas que são parte desse diálogo, como a antecipação das eleições e o retorno do presidente Zelaya", exemplificou.

Segundo ela, algumas reivindicações envolvem instituições do Estado hondurenho e, portanto, precisam de consultas com elas.

Ao se referir a alguns dos sete pontos da proposta de Arias, entre eles a restituição de Zelaya, explicou que a aplicação de uma anistia política compete só ao Parlamento hondurenho, e que a antecipação das eleições gerais é competência do Supremo Tribunal Eleitoral.

"Não podemos comprometer as instituições" sem antes consultá-las, porque "não é essa comissão que tem capacidade legal para decidir", comentou.

Morales esclareceu que segue "em curso o diálogo" e que "não há nenhum acordo sobre nenhum dos pontos", ao dizer que, após um recesso, a reunião com Arias e os representantes de Zelaya será retomada ainda hoje.

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