Manila, 20 ago (EFE).- O Governo das Filipinas anunciou hoje que renegociará o memorando de entendimento pactuado inicialmente com a Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI) para preparar o terreno visando a um acordo de paz definitivo no sul do arquipélago.

Há duas semanas, a firma do documento foi suspensa temporariamente pela Suprema Corte local, por causa da oposição de alguns políticos católicos, que rejeitam dar uma maior autonomia aos muçulmanos de Mindanao.

Segundo o porta-voz presidencial, Eduardo Ermida, o Executivo está disposto a fazer uma extensa reavaliação do documento e abrirá uma nova negociação com o FMLI para obter um consenso que satisfaça a todas as partes.

O Governo solicitou ontem ao Supremo que não levasse em conta alguns dos termos do memorando de entendimento porque estes serão modificados, admitindo vários "erros" na redação do mesmo.

A suspensão da assinatura do memorando de entendimento gerou uma nova onda de violência no sul de Mindanao que deixou cerca de 100 mortos e mais 200 mil deslocados em apenas dez dias.

Os cinco milhões de muçulmanos de Mindanao, os primeiros habitantes da ilha antes da chegada dos colonizadores espanhóis, mantêm séculos depois uma difícil convivência com a maioria católica, avaliada em nove milhões de pessoas.

Fundado em 1984, o FMLI é a maior organização separatista das Filipinas, com mais de 12 mil militantes, muitos dos quais seguem combatendo o Exército. EFE csm/fr

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