Governo filipino e grupo islâmico completam negociações de paz

Manila, 16 jul (EFE).- O Governo das Filipinas e a Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI), principal organização muçulmana independentista do país, completaram hoje as negociações de paz iniciadas há oito anos, anunciou o assessor da Presidência filipina Hermogenes Esperon.

EFE |

Esperon disse que a FMLI aceitou eliminar a palavra "liberdade" da minuta das "terras ancestrais", o último dos três afastados em que se tinham dividido as conversas de paz e o único que ficava por fechar, e acordaram realizar o ato formal da assinatura do texto no próximo dia 24.

"Desta vez é definitivo que chegamos a um consenso sobre a minuta do memorando de acordo sobre terras ancestrais", destacou Esperon, um general reformado que antes de ser assessor da Presidência foi chefe das Forças Armadas.

O Governo e a FMLI começaram a negociar, com mediação da Malásia, em 2000 e chegaram a um acordo sobre segurança no ano seguinte.

Fecharam o assunto de reabilitação e desenvolvimento em 2002 e desde então discutem as "terras ancestrais", que determina os limites do território reclamado pelo FMLI e a exploração de seus recursos naturais, entre outras coisas.

A falta de avanços e os atrasos do Governo filipino em aceitar a minuta proposta pela FMLI, levou a Malásia a anunciar este ano a retirada da missão de observadores que mantinha no sul das Filipinas para supervisionar o cumprimento da trégua.

A retirada dos observadores malaios, que encorajou outros participantes como Brunei a fazer o mesmo, começou em meados de junho e está previsto que se complete em setembro.

A FMLI nasceu como grupo armado em 1978 e, segundo o Exército, conta na atualidade com cerca de 12 mil combatentes. EFE zm/rr

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