Governo fecha temporariamente quase 2 mil lojas por especulação na Venezuela

CARACAS - O Instituto para a Defesa das Pessoas no Acesso aos Bens e Serviços (Indepabis) da Venezuela determinou o fechamento temporário de mais de 1.900 empresas e lojas por suposta especulação depois da entrada em vigor, há três semanas, de uma forte desvalorização monetária.

EFE |

Em 11 de janeiro começou a valer no país um novo regime de câmbio, com taxas controladas de 2,6 e 4,3 bolívares por dólar, dependendo da finalidade da compra, o que significou uma desvalorização de 20,9% e 100% em relação à taxa anterior, que era de 2,15 bolívares por dólar.

O câmbio de 2,6 se aplica para bens e serviços considerados "básicos", como remédios e alimentos, entre outros, enquanto a taxa de 4,3 se aplica a todas as outras operações, ligadas a bens e serviços "não essenciais", segundo as orientações oficiais.

A diretora de Fiscalização do Indepabis, Valentina Querales, destacou na segunda-feira que desde a mudança já foram inspecionadas 3.520 empresas em todo o país, das quais "mais de 1.900 foram fechadas" temporariamente, "entre duas e 24 horas", por "remarcação de preços e especulação".

Segundo a Agência Bolivariana de Notícias ("ABN", comandada pelo Governo), só na semana passada foram inspecionadas cerca de 1.120 empresas em todo o país e cerca de 400 foram obrigadas a fechar temporariamente suas portas.

A maioria dos estabelecimentos sancionados trabalha nos ramos de "alimentos, roupas, pneus, vendas de eletrodomésticos, joalherias e móveis", destacou a funcionária.

O governo de Hugo Chávez assinou no último dia 20 de janeiro o decreto de desapropriação da cadeia de hipermercados Êxito, de capitais franceses e colombianos, acusada de supostamente especular repetidamente com seus preços.

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