Governo faz homenagem aos militares mortos no Haiti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, comandantes militares, parlamentares e parentes dos militares mortos no terremoto do Haiti participam nesta quinta-feira,às 16h, de uma cerimônia de homenagem póstuma na Base Aérea de Brasília.

iG São Paulo |

Os corpos dos 17 homens do Exército, integrantes da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), chegaram na noite de quarta-feira a Brasília em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave fez uma escala em Manaus.

O Hércules C-130 chegou a Brasília por volta das 20 horas depois de fazer uma escala em Manaus, onde foram feitos "trabalhos de medicina legística", segundo fontes oficiais.

Os corpos dos 17 militares foram transferidos para um hangar da base aérea da capital, onde serão velados.


Corpos chegaram na noite de quarta-feira a Brasília / Ag. Brasil

Depois da cerimônia os corpos dos militares serão levados, em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), para serem sepultados nas cidades de origem.

Em nota, o Comando informa que nas homenagens os militares mortos serão condecorados com a Medalha do Pacificador com Palma e receberão a Promoção post mortem. A medalha, segundo o Exército, é concedida aos militares brasileiros "que, em tempo de paz, no exercício de suas funções ou no cumprimento de missões de caráter militar, tenham se distinguido por atos pessoais de abnegação, coragem e bravura, com risco de vida".

A Promoção post mortem é concedida ao militar que, em pleno serviço, morra em consequência de ferimentos recebidos em campanha ou na manutenção da ordem pública, ou em virtude de acidente em serviço.

No Rio, é realizado, no Palácio Itamaraty, o velório de Luiz Carlos da Costa, vice-representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Minustah , que morreu no terremoto. O chanceler Celso Amorim participa da cerimônia.

Terremoto devastador

O terremoto de 7 graus na Escala Richter atingiu o Haiti no dia 12 e deixou ao menos 75 mil mortos, segundo a Defesa Civil do país caribenho.

Há também 250 mil feridos e 1 milhão de desabrigados. O órgão informou que o país está em situação desesperadora por abrigo, água, alimentos e remédios, e metade das construções foram destruídas na região da capital Porto Príncipe. 

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