Governo espanhol nega violação de direitos humanos

Madri, 5 dez (EFE).- A vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, disse hoje, em relação à polêmica em torno dos vôos da CIA rumo à base de Guantánamo, que com o atual Executivo, nem houve nem haverá violação dos direitos humanos.

EFE |

Na entrevista coletiva posterior à reunião semanal do Conselho de Ministros, De la Vega anunciou que o ministro de Relações Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, comparecerá na próxima semana ao Congresso dos Deputados para informar sobre a investigação realizada por seu departamento sobre as escalas na Espanha de aviões da CIA com destino a Guantánamo.

A investigação começou após a publicação de um documento secreto revelando que o Governo de José María Aznar autorizou, em janeiro de 2002, que vôos militares dos Estados Unidos transitassem por aeroportos espanhóis rumo a Guantánamo.

De la Vega afirmou que o Governo atual, de José Luis Rodríguez Zapatero, atuou com "toda transparência e em plena colaboração com a Justiça e com o Parlamento" para esclarecer este assunto.

"Não temos nada que esconder. Como também é firme nosso compromisso, sem reserva de nenhum tipo, à defesa dos direitos humanos".

"Com este Governo, não houve nem haverá violação dos direitos humanos", acrescentou.

Ela disse também que os ministérios de Relações Exteriores e de Defesa estão redigindo um documento de conclusões que enviarão ao juiz da Audiência Nacional, Ismael Moreno, além de apresentá-lo no Parlamento.

O Ministério da Defesa espanhol divulgou esta semana um comunicado no qual garantia que todos os vôos militares dos EUA que passaram pela Espanha com destino a Guantánamo "não transportavam passageiros nem carga que pudessem ser controvertidos para a Espanha".

De la Vega reiterou que o Executivo entregou aos tribunais "todos os elementos sobre a ação do Governo". EFE cpg/jp

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