Governo espanhol afirma que não volta a negociar com ETA

Cádiz (Espanha), 13 dez (EFE).- O ministro espanhol do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, afirmou hoje que as negociações com a organização terrorista ETA são passado e não voltarão a acontecer.

EFE |

Rubalcaba referiu-se assim ao comentar as palavras da presidente do Governo regional de Madri, Esperanza Aguirre do opositor Partido Popular (PP), que ontem disse temer de que o Governo presidido por José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) voltasse a negociar com a ETA.

Rubalcaba insistiu em que "a esta altura todo mundo deve saber que ninguém do Governo voltará a negociar com a ETA".

O atentado que aos terroristas cometeram em 30 de dezembro de 2006 no aeroporto de Madri, que custou a vida a dois equatorianos, acabou com as vias de diálogo que o Governo de Rodríguez Zapatero tentou empreender para o fim da violência.

Por outra parte, o juiz da Audiência Nacional Santiago Pedraz ordenou hoje a prisão dos cinco supostos colaboradores da ETA detidos na Espanha após a captura na França de Aitzol Iriondo, apontado pela polícia como "número um" da organização.

O juiz acusa Ibai Egurrola São Andrés, Amets Ladislao González e Javier Gutiérrez Jiménez, detidos em Irún, na segunda-feira, assim como Maribel Prieto Praça e María das Mercedes Alcocer Gabaldón, detidas em Getxo (Vizcaya) dois dias depois, de colaboração com a organização terrorista.

O aperto das investigações levou à prisão, em sete meses, de três dos considerados líderes da ETA: Javier López Peña "Thierry", considerado o chefe "político", em 20 de maio; o chefe "militar", "Txeroki", em 17 de novembro, e na segunda-feira, seu suposto sucessor, Aitzol Iriondo.

Em seus 40 anos de atividade, a organização terrorista assassinou mais de 850 pessoas. EFE nac/jp

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