Governo em Gaza apoia solução baseada nas fronteiras de 1967

Gaza, 22 set (EFE).- O chefe do Governo do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, enviou uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na qual expressa seu apoio a uma solução para o conflito com Israel baseada nas fronteiras de 1967.

EFE |

Assim informou seu escritório, em comunicado, no mesmo dia em que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e os presidentes da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e americano, Barack Obama, se reúnem em Nova York para tentar desbloquear o processo de paz.

Na carta, Haniyeh afirma que o Hamas apoiará "qualquer esforço" para resolver o conflito, com a criação de um Estado palestino "livre e independente" em Gaza e na Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como capital, ou seja, 22% do antigo protetorado britânico da Palestina.

O movimento islâmico, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007, quer que a eventual solução implique no desmantelamento de todas as colônias judaicas em solo palestino e a evacuação dos 500 mil habitantes.

Haniyeh afirma a Ban Ki-moon que a responsabilidade de pôr fim ao conflito é de Israel e dos EUA, porque, segundo ele, até agora, rejeitaram a criação de um Estado palestino.

Embora o Hamas seja contra, em sua carta de fundação, a existência do Estado judeu, vários de seus dirigentes declararam nos últimos anos seu apoio à criação de um Estado palestino em Gaza, Cisjordânia e com Jerusalém Oriental como capital.

É a primeira vez, no entanto, que o movimento islâmico envia uma nota escrita às Nações Unidas com essa colocação. EFE sar-ap/an

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