Governo egípcio considera retrocesso vincular passagens a soldado israelense

Cairo, 19 fev (EFE).- O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores egípcio, Hosam Zaki, qualificou hoje de retrocesso a decisão israelense de vincular a abertura das passagens fronteiriças da Faixa de Gaza à libertação do soldado Gilad Shalit.

EFE |

Segundo a agência oficial de notícias egípcia "Mena", Zaki afirmou aos jornalistas que a decisão do Governo israelense "obstaculiza, sem dúvida, as oportunidades para chegar a uma trégua a fim de parar o derramamento de sangue, como desejava Egito e esperava todo o mundo".

Zaki se referia à resolução adotada ontem pelo Gabinete de Segurança Nacional israelense de relacionar qualquer acordo de trégua com o grupo islâmico palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, à libertação de Shalit, capturado por facções palestinas em junho de 2006.

Sobre a mediação egípcia para conseguir uma reconciliação palestina, Zaki disse que o adiamento do diálogo interpalestino que estava programado para 22 de fevereiro, no Cairo, ocorreu à espera de que haja "o ambiente adequado para o começo do processo de reconciliação".

No entanto, o responsável egípcio disse que a conferência para a reconstrução de Gaza, prevista para 2 de março, no Egito, acontecerá na data, sem nenhum atraso. EFE hh/an

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