Governo e rebeldes de Darfur alcançam acordo sobre prisioneiros

Cairo, 16 fev (EFE).- Os representantes do Governo sudanês e do grupo rebelde Movimento de Justiça e Igualdade (MJI) alcançaram hoje em Doha um acordo preliminar sobre a questão dos prisioneiros do conflito de Darfur, no oeste do Sudão.

EFE |

Os delegados do Governo sudanês e do MJI, Amin Hassan Omar e Tahar el-Fakih, respectivamente, anunciaram que "foi superado o problema da libertação dos prisioneiros", um dos principais obstáculos para conseguir um acordo de paz, segundo a agência de notícias oficial catariana "QNA".

A troca de prisioneiros era um dos obstáculos que tinha impedido que as conversas avançassem, já que os rebeldes se recusavam a negociar até que a questão fosse resolvida.

Fakih afirmou que tanto o MJI quanto o Governo sudanês estão "comprometidos com o princípio de libertar os prisioneiros dos dois lados gradualmente", uma questão que preferem deixar nas mãos dos mediadores, liderados pelo Catar, dos quais esperam "uma fórmula aceitável".

Neste sentido, Omar afirmou que os mediadores serão "os responsáveis por elaborar as fórmulas definitivas da libertação".

"A princípio, não há divergência, mas existe um compromisso de libertar os presos e os detidos durante o conflito de Darfur. O assunto da libertação avança com o processo negociador", afirmou.

Por outro lado, a rede de televisão catariana "Al Jazira" informou que as partes decidiram, no oitavo dia de negociações, adiar a troca de prisioneiros.

Durante o dia de hoje, o presidente da delegação do Executivo sudanês, Nafie Ali Nafie, e o líder do MJI, Khalil Ibrahim, se reuniram por cerca de duas horas, com a participação do ministro de Exteriores catariano, Ahmed Ben Abdallah al-Mahmud, e do mediador da ONU e da União Africana, Djibril Bassole.

Tanto os representantes da delegação governamental como os do MJI coincidiram na necessidade de manter a união do Sudão, as liberdades e a democracia, e afirmaram que as conversas tinham se desenvolvido em um ambiente de confiança e transparência. EFE aj/db

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