Governo e prefeitos retomam diálogo chave para pacificação da Bolívia

O presidente Evo Morales e quatro prefeitos (governadores) de oposição retomarão no domingo um diálogo crucial para desativar a profunda crise política que afeta a Bolívia, em meio a apelos da ONU e da comunidade internacional.

AFP |

Morales afirmou que "o domingo é definitivo" para estabelecer acordos, enquanto Mario Cossío, prefeito de Tarija e porta-voz dos colegas de Santa Cruz, Beni e Chuquisaca, confirmou: "Vamos comparecer no domingo à reunião com o presidente, como sinal de nossa vontade".

Apesar das frases similares, o futuro do diálogo é incerto pelas profundas divergências que separam governo e oposição.

O diálogo entre o governo e a oposição reviveu na sexta-feira, depois que os prefeitos passaram dois dias em suspense a respeito das discussões sobre autonomias e a distribuição dos recursos das exportações de gás natural.

As conversas foram suspensas em protesto pela detenção de dois dirigentes cívicos acusados de sabotar um gasoduto que leva combustível para o Brasil em meio aos protestos contra o governo de Morales.

A oposição teme que as detenções alcancem outros dirigentes cívicos como o líder do poderoso comitê de Santa Cruz, o empresário Branko Marinkovic.

Depois da turbulência de setembro, que deixou 19 mortos, o presidente e os quatro prefeitos (um quinto prefeito opositor está preso sob a acusação de organizar um massacre de camponeses) abriram um diálogo sobre os temas que provocaram a crise política boliviana.

Os principais temas em discussão são a aprovação de uma nova Constituição com forte cunho estatal e indigenista, que a oposição considera ilegítima pela forma como foi aprovada sem consenso ou discussão; e as autonomias que as regiões desejam há varios anos, mas que para o governo de Morales são separatistas.

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