Governo e prefeitos interrompem negociações para acordo de paz até quinta

O governo boliviano e quatro prefeitos (governadores) de oposição estabeleceram no domingo um recesso até a próxima quinta-feira, sem assinar um acordo nacional para pacificar o país por divergências após quatro dias de negociações.

AFP |

"Concordamos em voltar a nos reunirmos com o presidente (Evo Morales) na quinta-feira", disse na noite de domingo o prefeito (governador) do departamento de Tarija, Mario Cossío, ao anunciar que as autoridades continuam em busca de um pacto nacional.

Segundo Cossío, duas comissões técnicas - uma sobre o projeto de nova Constituição e as autonomias departamentais e outra sobre a distribuição de um imposto petroleiro e o pagamento de um bônus aos idosos com os fundos - permanecerão trabalhando até quinta-feira, quando revelarão suas conclusões.

Cossío divulgou um balanço dos quatro dias de reuniões ao lado dos colegas Rubén Costas (Santa Cruz), Ernesto Suárez (Beni) e Savina Cuéllar (Chuquisaca), do presidente Morales e das equipes técnicas dos dois lados.

De acordo com a explicação do prefeito de Tarija, persistem as divergências a respeito de possíveis mudanças no projeto de nova Constituição, que o presidente Morales defende, e quando o Parlamento deve aprovar uma lei de convocação de referendo sobre a Carta Magna.

Ao ser questionado se a falta de acordo provocaria uma ruptura das negociações, Cossío respondeu: "Temos a firme esperança de que isto (a negociação) vá concluir bem".

Mais cedo, o vice-ministro para a Descentralização, Fabián Yaksic, um dos negociadores do poder Executivo, acusara os prefeitos de obstruir um acordo, que o presidente Morales desejava ter assinado ainda no domingo.

jac/fp

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